quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

PROFESSORA ADELIA OLIVEIRA DIVULGA TEXTO REFLEXIVO.

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Foto Reprodução 
Tenho acompanhado as discussões sobre as ações do nosso Sindicato com bastante pesar. E encaro esses argumentos como necessário ao nosso crescimento como sócio, algo muito saudável neste momento - ESTAMOS VIVOS.

Após ouvir as ponderações e justificativas dos dois diretores do SINSPUMUC, precisamos, compreender uma coisa: Há seis anos com o nascimento do nosso jovem Sinspumuc, tivemos e avançamos em muitas conquistas, sem falar na valorização do nosso salário, da nossa GAM (Gratificação por Atividade no Magistério), avanços nas negociações, as regulamentações das aposentadorias etc. Não podemos deixar de ressaltar. A questão agora que desenfreou esse desentendimento entre sócios e a Entidade, é o atraso salarial que é o mais grave. A falta de salário do servidor desestrutura, não só o funcionário, que fica impossibilitado de honrar seus compromissos e de alimentar sua família, como desestrutura também o governo que mesmo trabalhando, diante dessa situação, parece não ter feito nada.

Sempre digo, ser sindicalista, é ser liderança. Quem dá o tom da luta é a direção que lidera.

Imaginem o maestro, esperando dos músicos que orientem a orquestra, ou ainda dos alunos, que preparem o plano de aula do professor. Pois é, estamos vivendo isso. Uma coisa está clara, não se trata apenas de bater palmas para as conquistas de outrora, mas de uma mudança de concepção que visa desencadear uma luta constante e continua, que pode até fracassar, mas que fracassemos lutando de fato e não de mentirinha; defender como antes, nas gestões passadas, quando junto a íamos a Rua mobilizar companheiros, país e sociedade civil para nossas reivindicações e q sempre teve como base, a REMUNERAÇÃO de professores, além das outras pautas como: melhores condições de trabalhos, merenda escolar, perdas salariais etc, sempre foram motivos que nos levaram pra rua.

Dizer que atraso salarial, não é mais responsabilidade de cobrança do SINDICATO, nos entristece e chega a doer. Lamentavelmente chegamos a esta situação com a conivência do Sindicato.

A diretoria, forma um sindicato que todo governo sonha e quer por perto; uma diretoria que cumpre bem esse papel de bonzinho, que contraria as classes levando-os à derrotas e humilhação em defesa do governo.

Não queremos greve nem brigas com a Gestão, só queremos ser respeitados por ambos. Sentimos falta do sindicato de outrora, aquele que tem uma trajetória longa de lutas, reivindicações, discussões, perdas e também Vitórias, que hoje são ignoradas pela defesa de outros interesses. Defenda a Gestão, mas defenda com proposições que mostre o seu bom empenho e compromisso em defender também as nossas categorias.

Temos que respeitar os colegas com suas opiniões, inclusive da Diretoria, mas não concordamos com algumas ações, encaminhamentos, postura e procedimentos que se confundem com ações políticas partidárias.. Reconhecemos os avanços, o que não nos impede de criticar para avançar mais ainda.

As informações dadas no veículo de comunicação deveriam ser dadas em Assembleia aos mais interessados: os sócios. Assim como as prestações de contas dos seis anos de gestão, pois muitas das informações, ali registradas, os sócios não são sabedores.

Esperávamos que a Diretoria se manifestasse a nosso favor, a favor de nossa luta, que voltasse a ser um sindicato de luta como antes. Luta meus Caros, se faz com projetos, com ações, prestações de contas e não com meras palavras e intenções.

Um abraço,


Professora Adélia Oliveira.